Veja esta matéria sobre empreendedorismo! Vale a Pena…

por Carlos Humberto Caseiro Neto | Empreendimento | domingo, 18 de out de 2009 às 23h11

 

Paixão é o que leva negócio ao sucesso

Ronald Degen, um dos responsáveis por difundir o empreendedorismo no Brasil, fala da importância da paixão para o sucesso do negócio, da melhor idade para começar a empreender, da frustração que uma franquia pode causar e como iniciar sem dinheiro

Por Ana Cristina Dib
Empresas e Negocios/Empresas e Negocios  
Ronald Degen: ‘Vida de empreendedor não é para qualquer um’

O engenheiro e empresário Ronald Degen é um dos principais responsáveis por difundir o empreendedorismo no Brasil. Na década de 1980, ministrou na Fundação Getulio Vargas o primeiro curso no país sobre o tema. O sucesso nas salas de aula o fez, anos mais tarde, lançar o livro, O empreendedor: fundamentos da iniciativa empresarial (Editora Pearson, preço R$ 106,20). A obra se tornou best-seller e é até hoje referência nas escolas de administração. Recentemente, publicou O empreendedor: empreender como opção de carreira (Editora Pearson, R$ 79), guia que ensina a montar um negócio próprio, vencer dificuldades, administrar riscos e alcançar o sucesso. Em entrevista concedida à Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Degen desconstrói mitos e afirma que a crise econômica é o momento ideal para abrir uma empresa.O que leva as pessoas a empreender?
As motivações são diversas. Não depender do emprego, não ter que se subordinar a chefes, além de ganhar dinheiro.

Empreendedores de sucesso têm um perfil diferente daqueles que não vêem o empreendedorismo como opção de carreira?
Isso é um mito. Na verdade, o que percebo é que os empreendedores de sucesso, assim como pessoas bem-sucedidas que trabalham em outras áreas, têm um descontentamento nato que os ajuda a se destacar do resto. Eles não se conformam com o mundo e tentam adaptá-lo a si. Além disso, possuem grande necessidade de fazer acontecer e não medem esforços para alcançar o sucesso. Vida de empreendedor não é para qualquer um. Pelo menos no início, são no mínimo dez horas de trabalho diário, sete dias por semana.

A crise é um bom momento para abrir uma empresa?
Com certeza. Em geral, as pessoas estão acostumadas com determinado padrão de consumo que é difícil ser quebrado. Compram sempre a mesma pasta de dente, frequentam os mesmos restaurantes, vão as mesmas lojas. É muito difícil convencê-las a experimentar algo novo. Porém, em momentos como o atual, elas repensam os modelos de consumo e ficam mais abertas a novidades porque precisam economizar. A crise é uma ameaça ao estabelecido. É a oportunidade para o novo.

Existe idade certa para se tornar empreendedor?
O período universitário, dos 18 aos 25 anos, é o ideal. Nessa fase o jovem pode assumir riscos, pode experimentar. Ainda não possui responsabilidade com filhos, com despesas elevadas e pode recorrer à ajuda dos pais. Se o negócio não der certo, ele ainda tem a chance de recolocar-se no mercado de trabalho. A maioria das empresas valoriza funcionários que já tiveram um negócio próprio na juventude. Outra possibilidade, é virar empresário depois da aposentadoria. Nessa fase da vida, muita gente que não suporta a ideia de parar de trabalhar monta uma empresa. Como já tem renda garantida, o negócio vira uma maneira de preencher o tempo, conhecer pessoas, se divertir.

Teoricamente, devido à experiência no mundo empresarial, as chances de um grande executivo tornar-se dono da própria empresa são maiores. Porém, não é o que se observa na prática. Por quê?
As estatísticas mostram que muitos executivos quando tentam abrir uma empresa não se adaptam a estrutura do pequeno negócio. Nenhuma empresa nasce grande, é preciso crescer aos poucos para ter um desenvolvimento sólido. Conheço casos de executivos de renome que trabalhavam em multinacionais e decidiram pedir demissão para ser empresários. Eles compraram o escritório e contrataram a secretária antes mesmo de saber o que iam fazer. Como não houve um plano de negócio, perderam dinheiro logo de cara. Também há executivos que têm capital, desejam ter um empreendimento e estão sempre de olho nas oportunidades, mas não querem largar o emprego formal. Nesse caso, eles se tornam o que chamamos de investidores anjos, ou seja, investem capital e tornam-se sócios em empreendimentos. Encontrar um investidor anjo é o caminho ideal para jovens empreendedores.      Fonte : Revista PEGN ( Belíssima matéria por ANA CRISTINA DIB )

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